Archive Page 2
Juliette 003
LANÇAMENTO JULIETTE REVISTA DE CINEMA EDIÇÃO 003
A quarta edição de JULIETTE Revista de Cinema será lançada nesta terça-feira, 18 de novembro, às 19h30 na CINEMATECA DE CURITIBA.
O lançamento será acompanhado da exibição dos curtas Palíndromo e A escada de Philippe Barcinski seguido de debate e ainda contará com a presença de Pedro Merege e Beto Carminatti discutindo o longa Mystérios.
A publicação de JULIETTE deste mês traz quatro ensaios críticos com estilos e temáticas distintas.
Fábio Allon analisa, a partir do espaço criado por Jacques Tati, Tativille, a composição da arquitetura – leiam-se aqui também cenários e direção de arte – em seus filmes.
João Krefer percorre a história da vanguarda a partir de Ricciotto Canudo contextualizando suas características e defendo-as como configuradoras do “fazer fílmico”.
Luciana Cristo narra sua visita aos antigos lugares que já foram salas de cinema (hoje, outros comércios) e faz uma reavaliação da atividade de exibição de filmes nos dias de hoje.
Eduardo Valente, editor da revista eletrônica de cinema CINÉTICA, apresenta ensaio sobre o longa-metragem paranaense Mystérios, de Beto Carminatti e Pedro Merege.
Em entrevista concedida a nosso editor Rafael Urban, Philippe Barcinski aponta para duas grandes necessidades do cinema brasileiro: planejamento e reconhecimento do valor dado à obra pelo público.
Há ainda duas novidades nesta edição: a sessão dedicada à ficção com texto de Luiz Felipe Leprevost e sessão Making Of, com fotos do curta “Repetição”, gravado em Super-8, de Murilo Wesolowicz.
JULIETTE é uma iniciativa de Josiane Orvatich, que tem Eduardo Baggio e Rafael Urban como seus co-editores e Murilo Wesolowicz como produtor. JULIETTE é realizada de maneira independente e conta com o apoio da GP7 Cinema e Atores, Tecnicópias Impressões Digitais e Jaguadarte Filmes.
Serviço
Lançamento JULIETTE Revista de Cinema
Data: 18 de novembro de 2008
Horário: 19h30
Local: CINEMATECA DE CURITIBA, Rua Carlos Cavalcanti, 1174
Entrada Franca
A revista estará a venda por R$ 3 em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.
Mais informações revistajuliette@terra.com.br
www.revistajuliette.blogspot.com
Filed under: Uncategorized | 1 Comment
quando ela não é tudo
- Eu não sei mais como lidar com você.
- Eu também não sei mais como lidar com você e desculpe se meu jeito te magoa.
- É a esperança que você tem aí dentro que nos magoa.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
Hoje eu saí pra trabalhar e bati o carro. Não era assim que tinha escolhido começar o meu dia. Hoje pensei que talvez durante esta semana uma nuvem negra tenha se estabilizado nas redondezas das pessoas próximas. Tivemos duas batidas de carro, um assalto, uma tentativa de roubo, um falecimento além de eletroeletrônicos em estados alternados de memória e com sinais vitais comprometidos. Ao encontrar um grande amigo lembrei de algo que havia me chateado um tempo atrás. A lembrança do passado veio antes e trouxe junto várias outras coisas. A maneira como eu bati o carro foi motivo de riso para os colegas de trabalho. Eu os acompanhei. Mais tarde o amigo que me chateou perguntou se eu estava apaixonada: “acabou de bater o carro e está rindo no bar, deve estar apaixonada”. O amigo e eu ficamos amigos rapidamente. Ao longo desses quase cinco anos de amizade nossas vidas andaram por vários caminhos. Juntos, podemos contabilizar vários relacionamentos, algumas viagens, um casamento, cinco cirurgias cardíacas (quatro do meu pai e uma do avô dele), algumas mudanças de emprego, uma promoção, o ganho de um fusca, o roubo do mesmo fusca, a venda de um piano, a compra, seguida da venda de um outro fusca, dois Celtas, o suicídio de um gato, um coração partido várias vezes, dois corações que partiram outros corações por vezes menores do que as que foram partidos, algumas garrafas de vinho tinto, o nascimento de uma menina linda, várias viagens internacionais da mãe da menina linda, cabelos compridos que foram cortados (um tornou a crescer), um casal de amigos que deixou o Brasil pela Alemanha, um amigo que deixou Londrina por Milão e outra que deixou Curitiba por Nova Iorque. Temos ainda uma barraca na feira do largo da ordem, uma casa de panquecas, um bistrô, uma empresa ligada ao ramo de transporte marítimo, duas faculdades de artes começadas e abandonadas. Várias garrafas de vinho branco, uma paella deliciosa com arroz semi-cozido, uma viagem a Mariscal, um prato de macarrão que se jogou ao chão, um porre coletivo de tequila e duas vezes a mesma pessoa diabética com problemas de coordenação motora devido as incompatíveis quantidades de álcool e glicose no sangue. Algumas poesias lidas, alguns poetas cujos nomes foram misteriosamente esquecidos mas cujas palavras continuam vivas entre nós. Há um tempo atrás eu e meu amigo tivemos o prazer de conhecer uma moça especial.Numa conversa de banheiro, durante uma confraternização de amigas, esta amiga em especial, mostrou-se interessada no meu amigo. Hoje eu tenho um grande amigo que pediu uma grande amiga em casamento. Enquanto eu ouvia meu casal de amigos falando sobre trocar os lençóis que não cabem na cama nova, fechar a tampa da máquina de lavar, aspirar os cabelos perdidos pela casa eu pensava no sentido que fazia o que ele tinha dito e que havia me chateado um tempo atrás. O que ele disse consistia basicamente numa classificação superficial da duração das coisas na minha vida. Acredito que esta e muitas outras “configurações” da vida das pessoas sejam de fábrica. Eu queria ficar apenas cinco anos na faculdade e vou ficar seis, queria muito ter feito intercâmbio aos dezoito e se tiver sorte isto acontece antes dos trinta. Quando era pequena queria ser grande, agora, uma vez que outra quero ser pequena de novo. Acho irônico que uma das pessoas que eu mais amo nesta vida seja aquela com a qual eu tenha mais dificuldades de comunicação ainda que passe a maior parte do meu tempo ao seu lado. Eu tenho dois nomes e gosto mais de um do que de outro mas a ordem em que eles são escritos foi decidida num tempo em que eu nada podia escolher. Hoje o meu carro batido juntou-se aos meus amigos noivos numa dança de improbabilidades. As pessoas com as quais eu mais conversava sobre as possibilidades de encontrar um amor verdadeiro decidiram amar-se ao mesmo tempo em que entraram para as estatísticas daqueles que encontraram a felicidade que mora ao lado; e o meu carro, bem, esse escolheu bater em alguém parado, em um parado congestionamento no qual todos os sinais de trânsito convidavam gentilmente os motoristas a ficarem parados. Quando meu amigo me chateou, o objeto direto da chateação foi justamente a incapacidade que o meu coração tinha de encontrar alguém por quem parar e é claro, de ser encontrado. Ele batia um pouco, parava, batia um pouco mais. Segundo ele, não eram nem novelas, e sim minisséries. É bonito ver quando um coração resolve parar de bater para várias pessoas e passa a bater apenas por duas. Mais bonito ainda é ver duas pessoas que você gosta muito tendo os respectivos corações batendo juntos. No dia em que o meu coração parar de bater eu estarei morta. No dia em que meus amigos subirem no altar eu vou chorar de alegria. Agora meu coração está parado batendo por alguém que está longe e que por ironia do destino já fez dois curtas. Tem coisas que precisam de tempo para existir, outras precisam de tempo para ser ditas. Algumas coisas precisam de tempo para ser entendidas e geralmente esse tempo nunca chega. Só hoje eu consegui dizer ao meu amigo o quanto seu comentário sobre as minisséries me magoou. Sim, acredito que o seu coração encontrou por quem parar antes do meu mas tenho certeza que eu escolhi não desistir de ter um longa-metragem.
Filed under: Uncategorized | Leave a Comment
doors and keys
Na categoria: como aprender sobre relacionamentos em filmes ou guardando na memória cenas em que há sinais de que o amor um dia existiu. Existe?
Filed under: Uncategorized | 1 Comment
Pesquisar
-
Você esta atualmente visualizando os arquivos do blog emma is dead.



